No aço 45, o limite de escoamento de 355 MPa é resultado de tratamento térmico, e o desenho o registra como valor de aceitação. Ele não vem junto com o grau. O número se sustenta quando a seção de 25–30 mm é alimentada e a janela de têmpera e revenido é respeitada. A terceira condição é um corpo de prova vazado com a peça, levado ao ensaio de tração conforme a ASTM A370.
A GB/T 699-2015 define qual é este aço: o grau, a composição por trás dele e a condição temperada e revenida em que ele é entregue. Ela não fixa um limite de escoamento para um suporte com caminho de carga de 25–30 mm. O aço responde a uma pergunta, e o tratamento térmico responde à outra.
No desenho, os 355 MPa ficam ao lado do passo dos furos de ±0,2 mm e da planeza da face de montagem de 0,1 mm. Os três são metas de projeto deste suporte, ainda a confirmar com a fundição. Uma vez confirmadas, colocam o escoamento na coluna de inspeção, onde um lote é aceito ou rejeitado por ele. Um desenho que diz “aço 45, temperado e revenido” e para por aí não traz nenhuma aceitação de resistência.
O suporte mede 180×120×60 mm e pesa 1,8–2,5 kg, com paredes de 8–12 mm e uma seção de 25–30 mm onde o caminho de carga chega aos parafusos. A têmpera resfria a pele depressa e o núcleo por último. Nessa espessura, o núcleo pode não completar a transformação, e o revenido não devolve um escoamento que a têmpera nunca entregou.
É o primeiro modo de falha desta peça: a seção grossa não endurece de ponta a ponta, e o escoamento do corpo fica abaixo de 355 MPa. A correção instintiva piora a situação: engrossar a parede da bossa atrasa ainda mais o núcleo e ganha peso em vez de resistência. O que move o número é um massalote que alimenta essa seção, com a leitura feita no corpo da peça e não em uma amostra cortada em outro ponto.
A janela de trabalho é a têmpera a 840–860 °C, o revenido a 550–600 °C e a dureza em HB 220–250. Os três se leem como um ajuste só. A temperatura de revenido troca dureza por tenacidade, e a dureza é a única das três que a oficina consegue medir na própria peça.
Subir o revenido acima da janela derruba a dureza para fora de HB 220–250 e leva o escoamento junto. Baixar abaixo deixa o suporte duro e frágil, e o corte interrompido na face de montagem começa a lascar. Uma leitura dentro de HB 220–250 não prova 355 MPa sozinha. Ela mostra que o corpo passou pelo mesmo ciclo de revenido do corpo de prova.
Um corpo de prova vazado junto com o suporte atravessa o forno com ele e vai ao ensaio de tração conforme a ASTM A370. Essa cadeia é evidência de uma corrida e de um ciclo de revenido. Ela não diz nada sobre o núcleo da seção de 25–30 mm, porque o corpo de prova é mais fino do que a seção que ele representa.
Há um caso registrado dessa diferença: o corpo de prova passou enquanto o corpo da peça ficou abaixo de 355 MPa. A correção foi um corpo de prova vazado com a peça, um massalote na seção grossa e um ajuste no revenido. Um corpo de prova vazado de outra corrida, ou uma amostra cortada do suporte, quebra a cadeia no primeiro elo, porque nenhum dos dois dividiu a carga do forno.
A tabela abaixo reúne as linhas de resistência com os valores que esta peça usa. A face de montagem entra na mesma lista, porque este suporte é usinado e acabado depois de fundido. Ela é cortada depois do jateamento a Sa 2,5, já que o jateamento tira metal e qualquer medida tirada antes disso é um palpite.
Indicação | Valor (unidade) | Como é redigida |
|---|---|---|
Limite de escoamento | ≥355 MPa | Valor de aceitação, quadro de tolerâncias |
Seção | parede de 8–12 mm, bossa de 25–30 mm | Meta de projeto, massalote na bossa |
Têmpera, revenido | 840–860 °C, 550–600 °C | Mantidos como um ajuste só |
Dureza | HB 220–250 | Verificação no corpo, pontos indicados |
Corpo de prova | Vazado junto, mesma corrida | ASTM A370, relatório com o lote |
Face usinada | Planeza 0,1 mm, passo ±0,2 mm | Jateada a Sa 2,5 antes da usinagem |
Requisito de superfície | Passivação ou fosfatização | Conforme desenho, antes do pedido |
É na ambiguidade do requisito de superfície que os lotes travam. O aço-carbono costuma ir para fosfatização ou oxidação negra, então um desenho que diz passivação sem nenhuma observação atrás volta como pergunta, e a liberação fica parada até a resposta. Envie as linhas de resistência, os dados da face usinada e uma palavra clara para o tratamento de superfície ao serviço de fundição de metais que cotar a peça. Assim, um corpo de prova que rompe abaixo da meta vira rejeição em vez de conversa.