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Corpo de prova vazado com a peça: por que não se corta

Índice
O que significa “vazado com a peça”
Onde a barra fica no molde
Mesmo vazamento, mesmo tratamento térmico
ASTM A370: o que o ensaio de tração reporta
A diferença que a barra não fecha

Um corpo de prova vazado com o suporte responde a uma pergunta só: o que esta corrida entregou? Ele vem do mesmo vazamento e atravessa o mesmo ciclo do forno, então o resultado de tração e as peças levam o mesmo número de corrida. Uma barra cortada da peça pronta responde a outra pergunta, e o preço é um suporte. É por isso que as fundições por cera perdida vazam o corpo de prova junto com a peça.

O que significa “vazado com a peça”

A barra não é um pedido separado. Ela é vazada da mesma panela, amarrada ao mesmo sistema de canais de alimentação e cortada depois do tratamento térmico. A etiqueta leva o número de corrida dos suportes que estão ao lado dela. Esse elo transforma um resultado de tração em evidência de lote.

A rota de fabricação já prevê rodar junto com a carga do forno, e a têmpera e o revenido vêm antes da etapa da barra. A ordem parece invertida até o conjunto ser lido por inteiro: suportes e barra são revenidos juntos, e só depois a barra vai para a serra.

O que esse arranjo não entrega é uma afirmação sobre um suporte isolado. A barra responde pela corrida.

Onde a barra fica no molde

O suporte não tem uma seção só. Ele mede 8–12 mm na parede e 25–30 mm na bossa onde a carga chega, e as duas medidas são metas de projeto. A bossa solidifica por último. Uma barra colocada perto da parede fina esfria rápido, rompe de forma limpa e nunca viu o meio da seção grossa.

Posição importa mais que quantidade. Uma barra no lugar certo vale mais que três no canal de alimentação. A folha de processo deve dizer onde ela fica e qual seção representa; quando a folha se cala, isso se resolve antes da aprovação do modelo, porque quem fixa a posição é o molde, não o pedido de compra.

Mesmo vazamento, mesmo tratamento térmico

Têmpera a 840–860 °C, revenido a 550–600 °C e corpo mantido em HB 220–250. Essas janelas são estreitas. Uma barra revenida sozinha a 550 °C e uma carga de suportes a 600 °C saem do forno como dois materiais diferentes, a 50 °C de distância no mesmo gráfico.

Rodar com a carga elimina essa diferença: uma rampa, um patamar, uma linha no registro do lote. O material por trás do registro é o aço 45 da GB/T 699-2015 na condição temperada e revenida, e o grau sozinho não define o resultado.

Peça o gráfico do forno com o número da carga e a etiqueta da barra nele. Um certificado que diz temperado e revenido, sem identidade de carga, não corresponde à barra que foi ensaiada.

ASTM A370: o que o ensaio de tração reporta

A ASTM A370 é o método, não o valor de aceitação. Ela fixa como o corpo de prova é tracionado e o que o relatório traz: limite de escoamento, resistência à tração, alongamento e redução de área. O número contra o qual esses resultados são conferidos vem do desenho: 355 MPa é meta de projeto, não propriedade do grau.

Um relatório com valor de resistência à tração e sem valor de escoamento deixa a meta sem conferência. Um número acima de 355 MPa não substitui o escoamento. Uma barra tracionada por outro método é outro ensaio.

Três campos decidem se um certificado serve: o número de corrida na etiqueta da barra, o método citado como ASTM A370 e um resultado de escoamento em MPa. Os dois primeiros permitem defender o terceiro anos depois.

A diferença que a barra não fecha

A barra e o corpo da peça esfriam em ritmos diferentes. A barra tem seção menor que a bossa de 25–30 mm, então endurece de ponta a ponta enquanto o centro da bossa pode não endurecer. Essa diferença tem um custo: a barra passa enquanto o corpo fica abaixo de 355 MPa, e nada no certificado sinaliza o fato.

Aumentar a barra não fecha essa diferença. A seção precisa ser alimentada, e o corpo da peça precisa ser lido. A dureza dentro de HB 220–250, medida no suporte e não na barra, é esse segundo registro. Ela não é um valor de escoamento e não se converte em um. O que ela capta é a seção grossa que não endureceu, a falha que a barra não consegue reportar.

Registro

Leitura e unidade

O que cobre

Ponto cego

Barra vazada com a peça, por corrida

Tração ASTM A370, MPa

A corrida e o ciclo de revenido

Centro da bossa de 25–30 mm

Dureza do corpo

HB 220–250, medida no suporte

A seção efetivamente lida

Sem valor de escoamento em MPa

Posição da barra

Indicada na folha de processo

Qual seção a barra representa

Centro do corpo fora da leitura

São três itens no pedido de compra: uma barra vazada com a peça e tracionada conforme a ASTM A370, com relatório por corrida; a posição da barra na folha de processo; e a dureza do corpo conferida em pontos definidos contra HB 220–250. Os três se resolvem antes da aprovação do modelo.

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