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Porque é que surge porosidade sob o assento do rolamento?

Índice
Porque é que a porosidade aparece sob o assento do rolamento depois da maquinação?
Que secção da parede alimenta o vazio de retração?
Que tamanho de vazio de retração rejeita a caixa?
O que mostra o ensaio de líquidos penetrantes que o olho não vê?
O que muda na fundição antes de o furo ser aberto?

Os vazios de retração abrem-se sob o assento do rolamento porque a parede de 5–8 mm em volta do assento semicircular é a última secção a solidificar, quando o caminho de alimentação para essa massa já está fechado. O defeito nasce na fase de fundição por gravidade e não na limpeza do banho, e a barra de mandrilar só o revela mais tarde.

A peça é uma caixa dividida em A356-T6, com 120×95×70 mm e um furo de Ø60 H8, ambos alvos de projeto. O assento é a face semicircular que suporta o casquilho, cortada pela linha de separação.

Porque é que a porosidade aparece sob o assento do rolamento depois da maquinação?

Uma cavidade de retração forma-se sob o assento porque essa zona é a última a solidificar, com a parede em volta já sólida, e o metal que retrai dentro de uma casca fechada não tem de onde puxar. O vazio abre-se no centro da massa mais espessa, abaixo da face que a ferramenta vai cortar. Os poros de gás de uma carga húmida aparecem em qualquer ponto do fundido; este fica-se pela secção espessa.

A maquinação remove a pele sã que selava a cavidade, por isso o buraco aparece numa face que passou a inspeção visual na fundição. Esse atraso é a prova: um defeito que só se vê depois da mandrilagem vem do vazamento, e um orçamento que paga apenas a operação de mandrilagem não o elimina.

Que secção da parede alimenta o vazio de retração?

A parede de 5–8 mm atrás do assento semicircular alimenta a cavidade, porque a extremidade espessa dessa faixa continua líquida depois de a extremidade fina ter selado. O A356 (AlSi7Mg, GB/T 1173 ZL101A) solidifica ao longo de um intervalo de temperaturas e não a um ponto, pelo que o último líquido fica no meio da secção mais espessa, sem contacto com o massalote.

Ler a parede como margem de resistência inverte a correção. O alvo de 5–8 mm decorre da carga do rolamento, e metal a mais no assento sem alimentação correspondente aumenta a cavidade, não a rigidez da caixa.

Que tamanho de vazio de retração rejeita a caixa?

Um vazio com mais de Ø1 mm rejeita a caixa; um vazio de Ø1 mm ou menos passa se o assento estiver são no resto. A linha lê-se a olho no assento maquinado, confirma-se com líquidos penetrantes e entra no relatório de primeira peça como critério de rejeição, não como nota de retrabalho.

O assento é uma interface de rolamento, por isso um vazio desse tamanho interrompe o contacto sobre o qual o casquilho assenta. Comparar a marca com uma dimensão medida também decide quem paga: a peça é rejeitada ou aprovada por um número do desenho, não por uma opinião sobre uma marca.

O que mostra o ensaio de líquidos penetrantes que o olho não vê?

O ensaio de líquidos penetrantes mostra a cavidade que chega à superfície maquinada mas que, sob a lâmpada, se lê como risco da ferramenta. O corante entra numa abertura demasiado estreita para se ver, o revelador puxa-o de volta, e a indicação marca o ponto onde o acabamento parecia contínuo.

O controlo é do fundido e está previsto depois da mandrilagem e antes da inspeção final, e é por isso que o ensaio incide nas faces maquinadas. O ensaio tem um limite que vale a pena escrever no desenho: uma cavidade que fica fechada sob a pele não retém corante, pelo que o ensaio aprova a peça com a porosidade ainda na parede.

O que muda na fundição antes de o furo ser aberto?

A alimentação muda no vazamento, porque um vazio que se abre no assento maquinado não volta a fechar. O massalote tem de alcançar o nó do assento, para que a extremidade espessa da parede ainda tenha metal atrás quando solidifica. A temperatura de vazamento situa-se na faixa de 700–740 °C e o pré-aquecimento da coquilha na de 250–350 °C, ambas faixas típicas à espera de confirmação da fundição.

O tratamento térmico segue a mesma regra: solubilização por volta de 535–545 °C, têmpera em água e depois envelhecimento a 155–165 °C durante 4–6 h, também como faixas típicas a aguardar o aval da fundição. A granalhagem é feita antes de as faces de separação serem fresadas e antes de o furo ser aberto. As faces maquinadas não voltam a ser granalhadas, pelo que um assento granalhado é erro de processo e não opção de acabamento.

ItemMetaIntervalo admissívelVerificado com
Parede no assento semicircular5–8 mm5–8 mm conforme desenhoDesenho, corte
Vazio de retração no assento maquinadoNenhum abertoAté Ø1 mm; acima é rejeiçãoVisual, depois líquidos penetrantes
FuroØ60 H8Limites H8 do desenhoMicrómetro
Granalhagem nas superfícies fundidasSa 2,5Sa 2,5 ou melhorComparador ISO 8501-1
Faces maquinadas depois da mandrilagemConforme maquinadoSem granalhagem após maquinaçãoFolha de operações

Envie o desenho com o corte do assento, a linha de rejeição de Ø1 mm e a etapa de líquidos penetrantes assinalados, para que o orçamento separe a alimentação no vazamento do corte na máquina.

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