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Caixa de rolamento de marca própria: vazamento e mandrilagem

Um programa de caixas de rolamento de marca própria vive de quatro registos, não de um desenho: a letra de revisão, a folha de propriedade da ferramenta, o relatório de primeira peça e a folha de lote que liga um vazamento às leituras. A caixa é um corpo dividido em A356-T6, com 120×95×70 mm e um furo de Ø60 H8, todos alvos de desenho.

O percurso parte do vazamento por gravidade num molde de aço e segue com o corte do ataque, a rebarbagem, a granalhagem a Sa 2,5, a fresagem das faces de separação, o aparafusamento e a mandrilagem das metades como um só corpo e a furação da flange. Repartir a encomenda entre fundição e maquinação acrescenta um passo onde a revisão e a preparação da mandrilagem divergem; um programa de dobradiça corrido como uma só encomenda evita esse passo.

A caixa dividida mostra o assento mandrilado e as aletas de arrefecimento na flange

A caixa granalhada mostra o furo maquinado e as faces de separação limpas

O que fica decidido antes de se cortar o molde?

Seis decisões ficam fixadas antes do corte do molde. Cinco são cotas: o furo de Ø60 H8, a planura das faces de separação a 0,05 mm, a perpendicularidade à face de montagem a 0,05 mm, os quatro furos da flange 4ר9 em posição de Ø0,3 mm e o contorno de 120×95×70 mm. A sexta é a superfície, granalhada a Sa 2,5 segundo ISO 8501-1, com as faces maquinadas em bruto.

O assento semicircular e a sobremetalha do furo vêm do mesmo molde de aço: mexer em qualquer dos dois volta a cortar aço, e o assento é cortado na mesma fixação do furo, a aguardar aval da fundição. O molde é cortado uma vez e desgasta-se ao longo dos vazamentos, pelo que uma alteração depois da primeira peça regressa à ferramentaria.

Que documentos exige um programa de caixa de rolamento?

Quatro documentos acompanham a encomenda: um desenho 2D com cada tolerância e a etapa a que se aplica, um modelo 3D em STEP ou IGES com o assento e as orelhas da flange que um corte não mostra, uma amostra de primeira peça ou padrão de superfície que fixa o que é Sa 2,5, e o tamanho do lote com a propriedade da ferramenta.

A letra de revisão é o registo que falha em silêncio. Uma revisão que não viaja com o lote deixa inspecionar uma caixa contra a cota de furo anterior: a peça passa na bancada e o rolamento não entra à pressão. Cada registo leva um número e a respetiva faixa.

RegistoO que fixaAlvoFaixa admissível
Revisão do desenhoFuroØ60 H8Limites H8 do desenho
Revisão do desenhoPlanura da face de separação0,05 mm0,05 mm máx. na face
Relatório de primeira peçaEnsaio de prensagem do rolamentocontacto do assento conforme desenhoa aguardar aval da fundição
Relatório de primeira peçaPerpendicularidade, face de montagem0,05 mm0,05 mm máx.
Folha de loteFuros da flange 4ר9posição Ø0,3 mmØ0,3 mm máx.
Propriedade da ferramentaVida do moldecontada em vazamentosa aguardar aval da fundição

Como é que o tamanho do lote muda a parte da ferramenta?

A ferramenta é cotada uma vez e dividida pelos vazamentos. Um molde vaza 1–2 peças por vazamento, a aguardar aval da fundição, pelo que algumas centenas de caixas carregam uma parte visível do molde; vários milhares repartem o mesmo molde até o custo vir dos postos de mandrilagem.

A propriedade decide a repetição. Um molde do cliente chega à segunda encomenda sem linha de ferramenta, enquanto um molde do fornecedor volta a ser amortizado ou recebe nova parte. O peso diz pouco: a caixa passa mais tempo grampeada para o furo aparafusado do que no molde.

Onde falha primeiro um programa de caixa de rolamento?

Dois pontos falham tarde: o furo aparafusado e o envelhecimento entre o desbaste e o acabamento. Mandrilar cada metade deixa o assento e o furo em eixos separados, e uma caixa que passa no controlo de diâmetro pode falhar a redondeza quando os parafusos fecham as faces.

O furo aparafusado são três postos: aparafusar, mandrilar e desaparafusar para reverificar com micrómetro de interiores em três pontos. Um percurso sem a reverificação poupa um dispositivo e perde a leitura do estado montado que sustenta qualquer controlo de alinhamento do furo. O envelhecimento é a segunda paragem, a 155–165 °C durante 4–6 h a aguardar aval da fundição, e sem ele o grampo espreme tensão no furo.

O que deve constar do orçamento?

Quatro linhas entram no orçamento: a parte do molde, o vazamento com corte do ataque e do massalote, a maquinação com o furo aparafusado e a inspeção de primeira peça. A granalhagem fica na linha de vazamento porque corre antes da maquinação e as faces maquinadas ficam em bruto, sem mascaramento.

Um número feito ao peso falha três das quatro linhas. O furo aparafusado leva três postos, a primeira peça leva o relatório de CMM, o ensaio por líquidos penetrantes e o calibrador passa/não passa, e o envelhecimento cota-se à parte. Quatro dados chegam com o pedido: desenho 2D, modelo STEP, amostra ou padrão de superfície, e tamanho do lote com a propriedade da ferramenta.

O que se repete quando o rolamento muda de tamanho?

Um novo tamanho de rolamento reabre três passos e deixa a liga intacta. A cota do furo e o padrão dos furos da flange mudam juntos no desenho, as metades são aparafusadas e mandriladas outra vez para o novo diâmetro, e a primeira peça repete o CMM, a leitura em três pontos e o ensaio de prensagem.

A planura das faces e a cota de perpendicularidade costumam sobreviver a uma mudança de rolamento, pelo que o molde fica intacto enquanto a preparação da mandrilagem é refeita. Essa separação decide que controlos a segunda encomenda repete e quais herda. Uma nota de alteração do cliente nomeia a revisão substituída, e a primeira peça é repetida.

As encomendas repetidas herdam as afinações da primeira peça: a preparação do furo aparafusado e o ciclo de envelhecimento, com a folha de lote a levar o número do vazamento ao lado da revisão. Envie o desenho com a letra de revisão, o modelo STEP, o padrão de superfície ou a amostra, e o lote com a propriedade da ferramenta; cada linha do orçamento confere-se contra esse conjunto.

Perguntas frequentes

  1. Porque é que aparece porosidade sob o assento do rolamento?

  2. Porque é que um furo de rolamento de 60 mm fica oval depois da maquinação?

  3. Porque é que a perpendicularidade de 0,05 mm falha numa caixa mandrilada?

  4. Porque é que as metades são aparafusadas antes de se cortar o furo?

  5. O que determina o custo de uma caixa de rolamento dividida?

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