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Anel de retenção de luneta: 1 000 peças, sete raízes partidas

Índice
Em que falhou o lote de 1 000 peças?
Que força de prensagem viram os anéis rejeitados?
Que alteração de fundição corrigiu a raiz da garra?
O que impediu a prensa de ir além do curso?
Como se verifica agora uma raiz de garra?
O que este caso não prova?

Num registo de exemplo, sete raízes de garra partiram em 1 000 peças de um anel de retenção de luneta em Zamak 5, e a prensa que assentou esses anéis lia 320 N contra uma janela de 80–200 N. Um raio de R0,2 mm na raiz mais um batente de curso na prensa levaram a contagem de quebras a zero na mesma bancada.

O anel é uma banda de Ø26,0 mm com parede de 0,8 mm e três garras interiores a 120°, todos alvos de projeto. A altura da garra é mantida a 1,2±0,05 mm, o peso fica em 1,8±0,2 g, e a liga é Zamak 5 segundo ASTM B86 AC41A no estado fundido.

Anel de retenção revestido apoiado em duas patilhas, marca triangular na banda exterior

Anel de retenção niquelado mostra janela retangular e furos de parafuso em cada patilha

Em que falhou o lote de 1 000 peças?

Sete anéis de um lote de 1 000 peças falharam na prensagem, e os sete falharam numa raiz de garra. Um calibrador de anel no diâmetro exterior e uma inspeção visual do revestimento não veem uma raiz de garra, por isso a falha só apareceu na prensa.

O padrão apontava para uma característica em vez de refugo aleatório. A raiz é a transição da garra para a banda e a secção mais fina da peça. Uma face de fratura sem vazio de retração excluiu a porosidade de fundição na rotura e deixou a raiz como a parte que levava a carga. Um canto vivo concentra essa carga numa secção de poucos décimos de milímetro de espessura.

Que força de prensagem viram os anéis rejeitados?

Nos anéis que falharam, a força de prensagem lia 320 N na bancada, com a caixa de acoplamento montada. O critério de libertação é de 80–200 N; a leitura ficou em 1,6 vezes o limite superior de 200 N. Abaixo de 80 N o anel fica solto o suficiente para o cristal levantar ou rodar; acima de 200 N a raiz leva mais do que a sua secção suporta.

A força vem do curso, e uma prensa regulada a olho passa do curso numa banda fina. Um batente de curso é ferramenta, orçamentado uma vez para a prensa, ao passo que uma raiz de canto vivo volta como anéis rejeitados em cada lote de montagem. As linhas abaixo são o registo de exemplo.

Etapa do loteForça de prensagem (N)Limite (N)Raízes de garra partidas (peças)
Primeiro lote, 1 000 peças32080–2007
Repetição após R0,2 e batente de cursoDentro da faixa80–2000

Que alteração de fundição corrigiu a raiz da garra?

A ferramenta recebeu um raio de R0,2 mm na raiz da garra, e a liga não mudou. Dois alvos de projeto decidem como essa raiz enche: um ataque central e um extravasor colocado fora das raízes das garras, para que o metal chegue à secção enquanto ainda está a solidificar.

O molde é um inserto 8407 de oito cavidades, com alvo de projeto de 500 000 golpes. O trabalho de raio é orçamentado uma vez e fica na ferramenta, por isso a nota de parede fina pertence ao desenho antes do corte. Depois do corte, esse raio passa a ser uma alteração de ferramenta com prazo.

O que impediu a prensa de ir além do curso?

Um batente de curso mantém a prensa abaixo dos 320 N que partiram as raízes. É regulado contra a faixa de 80–200 N, na mesma bancada e com a mesma caixa, e muda a prensa em vez do anel.

O anel não tem segunda prensagem. Uma vez assentado, segura o cristal e a caixa fecha por cima, por isso uma raiz partida manda o anel para o refugo com o cristal já no lugar. Um batente protege um lote que não se recupera.

Como se verifica agora uma raiz de garra?

Duas verificações libertam a raiz, e cada uma lê uma coisa diferente. A força de prensagem é lida contra a caixa de acoplamento e tem de cair na faixa de 80–200 N. Quando há uma rotura, a face de fratura não pode mostrar vazio de retração, o que separa um defeito de fundição de um defeito de prensagem.

A altura da garra é fixada depois da fundição pelo acerto das garras interiores, e em seguida medida com um micrómetro de altura a 1,2±0,05 mm. O diâmetro exterior vai ao calibrador de anel, a Ø26,0 0/-0,05 mm, e a planicidade a uma placa de superfície com lâmina calibradora a 0,05 mm. O calibrador de anel é um instrumento passa-não-passa: devolve um sim ou um não, nunca um número. As linhas abaixo trazem as indicações.

CaracterísticaAlvo (mm)Admissível (mm)Instrumento
Altura da garra1,21,15–1,25Micrómetro de altura
Raio da raizR0,2Sem canto vivoVerificação da ferramenta
Diâmetro exteriorØ26,025,95–26,00Calibrador de anel
Planicidade0,050,05 máx.Placa de superfície e lâmina
Face de fraturaMetal sãoSem vazio de retraçãoInspeção visual

A cadeia que alimenta estas verificações passa pela fundição sob pressão, pelo corte do ataque, pela rebarbagem em tambor, pelo acerto das garras, pelo polimento e pelo revestimento. Cada etapa anterior pode alterar a secção sem que nada apareça na banda exterior. O ajuste de montagem é a outra metade: o ajuste por pós-usinagem parte do datum na base do anel.

O que este caso não prova?

O caso prova uma cadeia: um raio de raiz e um curso de prensa levaram um lote de sete roturas a zero, lido na mesma bancada. Não prova o rendimento de um lote de produção completo, porque um lote, um lote de caixas e uma prensa são todo o registo.

A condição de serviço fixa o limite. O anel fica numa cavidade seca da caixa, sem meios corrosivos, e não é reparado depois da montagem; uma peça desmontada e prensada outra vez fica fora deste registo. Uma carrura de parede fina leva o mesmo problema de espessura num componente maior, com o revestimento em vez da força de prensagem como variável.

Um desenho com o raio da raiz, a faixa de força de prensagem e a caixa contra a qual a força foi lida reduz o orçamento seguinte a três linhas que um segundo fornecedor tem de cumprir. Três linhas são pouco, mas tornam dois orçamentos comparáveis. Esses dados também decidem se a raiz é trabalho de ferramenta ou uma alteração de fundição.

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