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Carrura quadrada: Zamak 5, asas de 0,9 mm, revestimento

Índice
Que liga correu nas 300 peças?
Onde falharam as 300 peças?
O que mudou na furação após a primeira série?
Que quatro controlos mantiveram a lasca a zero?
Como se controlou o furo após a mudança?
O que provam as 300 peças para uma parede de 0,9 mm?

Uma carrura quadrada de 38,0×38,0×9,5 mm em Zamak 5, 12±1 g. Num registo de exemplo, nove destas 300 peças chegaram ao controlo com a boca lascada no furo da asa. Um chanfro antes da broca e um avanço reduzido no rompimento levaram a série seguinte a zero. A fundição sob pressão de zinco fixa a forma, a saída da broca fixa o descarte.

Carrura revestida, a ranhura da asa atravessa a parede de 0,9 mm

A usinagem deixa um degrau espelho à volta da cavidade, e o Cu/Ni/Cr assenta em cima

Que liga correu nas 300 peças?

Zamak 5 conforme ASTM B86 AC41A, fundido num molde de 4 cavidades em 8407, e depois Cu/Ni/Cr. A carrura leva quatro interfaces: degrau espelho 0,03 mm, cavidade do movimento 30,0 mm, furo da coroa Ø3,0 mm e dois furos de asas Ø1,5 mm a Ø0,05 mm de coaxialidade. A parede corre 0,9–1,2 mm e afina a 0,9 mm nas asas, onde o furo é mais largo que a parede. O furo leva 0,03 mm de desvio superior e 0 inferior; a cavidade 0,05 mm em cima e 0 em baixo.

Característica

Meta (mm)

Faixa admitida (mm)

Instrumento

Furos de asas, dois

Ø1,5

Ø1,50–Ø1,53

Calibrador Ø1,5

Furo da coroa

Ø3,0

Ø3,00–Ø3,05

Calibrador Ø3,0

Cavidade do movimento

30,0

30,00–30,05

Calibrador de cavidade

Degrau espelho

0,03

0–0,03

Mesa e lâmina

Parede lateral

0,9–1,2

0,9–1,2

Corte

Onde falharam as 300 peças?

Nove de 300 chegaram ao controlo com a boca lascada na saída da broca, todas acima da linha de descarte de 0,1 mm. Essas nove tinham percorrido toda a cadeia. O furo também não recuperava: a lasca está na aresta da boca, e repassar alarga o furo.

A causa foi o apoio na saída, não a liga. Uma broca Ø1,5 mm atravessa uma parede de 0,9 mm e sai para o ar, por isso a ponta empurra o último metal em vez de o cortar. Não havia chanfro na saída e o avanço foi até ao rompimento. Nove em 300 é a perda que um orçamento de parede fina leva sempre; estava imputada à fundição, mas nasce na saída da broca e devia levá-la a usinagem.

O que mudou na furação após a primeira série?

Mudou o furo, não a qualidade da ferramenta. Um chanfro passa antes da broca para a ponta romper numa aresta apoiada, e o avanço cai quando a ponta chega à saída. Ambos cabem no mesmo programa CNC e no mesmo amarre, por isso as duas asas ficam num eixo a Ø0,05 mm.

Essa passada custa ciclo: uma segunda ferramenta e uma saída mais lenta, e é todo o prazo que a mudança acrescenta. É orçada por peça, por isso o preço aparece na linha de usinagem. O descarte que evita estava antes imputado à fundição e contado em peça inteira.

Que quatro controlos mantiveram a lasca a zero?

Quatro controlos correram após a mudança. Um, o chanfro fica no programa e é verificado na primeira peça. Dois, a redução de avanço na saída fica no programa. Três, um calibrador pré-revestimento de Ø1,536–Ø1,554 mm seleciona o furo na máquina, e após o revestimento lê-se Ø1,50–Ø1,53 mm conforme desenho. Quatro, a validação da primeira peça corre os três anteriores antes da série, e a oficina de molde assina.

Esse controlo custa minutos por lote; uma boca lascada custa a peça e toda a usinagem dentro. O limite de 0,1 mm fica na folha de controlo como recusa, não como nota.

Como se controlou o furo após a mudança?

O furo é lido com o calibrador antes do revestimento, sobre a cota prévia que leva a camada: Ø1,50–Ø1,53 mm mais 18–27 µm por face, ou seja 0,036–0,054 mm, dá Ø1,536–Ø1,554 mm antes do revestimento; depois relê-se conforme desenho e volta a Ø1,50–Ø1,53 mm. A boca corre contra 0,1 mm, os dois eixos contra Ø0,05 mm numa MMC. O relatório da primeira peça leva as três leituras com a sua etapa, e os calibradores estão nos bancos de teste.

A etapa tem de figurar na folha, porque a camada move o furo. Cobre, níquel e cromo somam 18–27 µm por face, 0,036–0,054 mm no diâmetro; quem lê a tolerância do desenho como cota prévia só conserva, a 1,50, 1,446–1,464 após o banho, e toda a série cai abaixo do desvio inferior.

Camada

Por face (µm)

No diâmetro (mm)

Cobre

8–12

0,016–0,024

Níquel

10–15

0,020–0,030

Cromo

0,1–0,3

0,0002–0,0006

As três

18–27

0,036–0,054

Sentido do diâmetro = valor por face × 2; a ordem das camadas está nas notas de revestimento.

O que provam as 300 peças para uma parede de 0,9 mm?

A prova termina na saída da broca. Parede, liga e cota do furo não se moveram entre as duas séries, por isso o chanfro e o avanço levaram a contagem de nove a zero. Este caso não prova um rendimento de toda a série. Uma parede de 0,9 mm noutra liga, ou um furo acima de Ø1,5 mm, encontra outra carga de saída e precisa do seu próprio primeiro artigo.

Envie o desenho com o chanfro, a indicação de avanço e a etapa de revestimento, e o próximo furo orça-se contra as três. Uma peça Zamak com outro revestimento está no caso do joão-bobo com a mesma lógica de parede fina.

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